Razões pelas quais tu nunca vais fazer alguma coisa surpreendente na tua vida!

Não tens hipótese!Não tens hipótese!

Eu estou a olhar nos teus olhos, (ok bem, na verdade não estou, uma vez que tu estás a ler este artigo, provavelmente, mas no sentido figurado, estou a queimar um buraco tipo cyclop na tua cara neste momento) e a dizer que tu não tens hipótese…

Estou a dizer-te que, se tu consegues ler este artigo, verificar esta lista e não identificá-la como a tua própria lista, então acho que deverias estar um pouco preocupado(a).

Na verdade, acho que deverias estar bastante preocupado(a). Deves largar tudo e de imediato questionar a tua existência na Terra. Deves procurar um espelho, olhares-te nos olhos, levantar a mão e aplicar um valente estalo no teu rosto.

Entendeste? Agora repete isso até acordares os teus sentidos e continua a ler quando estiveres pronto(a).
Eu não me estou a referir às tretas técnicas que tu sabes. Às tuas hard-skills. Eu estou a falar das “Skills que se aprendem na rua da vida, pah!”

Eu não estou a falar sobre “estudar muito, marrar a cabeça em livros que são para esquecer, a pós-graduação xpto só para o CV, as aulas ou formações em que não apareces ou se apareces é só para distrair os outros, das habilidades topo-de-gama” que tu podes até ter.

Não estou a falar sobre “baldar às aulas, fumar umas ganzas, beber uns copos, festejar as futilidades, mas mesmo assim ainda conseguires concluir o mestrado, o teu conjunto de habilidades que valem 50.000€ mais os diplomas que te levam a crer que tu tens mas que afinal são só papéis.

i canEu estou a falar sobre habilidades como pores-te a mexer, sair do teu cantinho, fazer algumas experiências novas, fazer algo de jeito por ti abaixo, alguma cena que tu gostes mesmo! Sair da casa da tua mãe, deixar o teu trabalho e mandar “lixar” o patrão, gritar “foda-se para o mundo” e então ir realmente fazer algo tremendo.

O tipo de habilidades que tu desenvolves no mundo “real”, fora da bolha de proteção dos pais ou da doutrina ideológica que tem sobrecarregado todo o nosso sistema educacional e condicionado a sociedade.

Habilidades que podem ser obtidas por qualquer pessoa que esteja mesmo disposta a pagar o preço certo para obtê-las. Habilidades que estão rapidamente a tornar-se extintas.

Eu estou a falar sobre habilidades que não podem ser ensinadas em salas de aula ou num livro. Habilidades que tu só podes aprender fazendo, aprender a voar depois de saltar do penhasco…

Habilidades que só podem ser desenvolvidas quando tu encontrares o teu verdadeiro EU. Quando tu te colocares na linha do desconforto ou então te expuseres à possibilidade de fracasso.

As habilidades que tu só podes desenvolver quando estás disposto a arriscar tudo para fazer aquela coisa incrível. Habilidades que, até agora, tu pensavas que tinhas.

Basicamente o que eu estou a tentar dizer-te é que, neste jogo chamado vida, tu não tens hipóteses…

Quem já foi a um concerto dos Azeitonas já ouviu de certeza esta pergunta. No final do concerto eles improvisam uma dança onde o vocalista pergunta “O que é que estás a fazer, pá? Dança, pá!”

Eu como sou um gajo de muitas perguntas, pergunto agora. O que é que estás a fazer neste preciso momento? Para além do facto de estares aqui a ler isto neste momento e a seguir possas estar a tomar um café, a jantar ou a fazer outra coisa qualquer.

Fazes algo que realmente te apaixona?

Em todo o mundo, algumas pessoas neste momento estão a fazer exactamente aquilo que as faz felizes. Também há milhões que estão desempregadas ou que fazem algo que detestam. Embora até possam ter uma excelente fonte de rendimento, aquilo que fazem não as faz levantar de manhã com vontade de ir trabalhar ou deitar muito tarde porque se esqueceram das horas.

Não trabalhes pelo dinheiro

Se trabalhares pelo dinheiro vais passar a vida a desperdiçar o teu tempo, a fazer coisas que detestas, para sobreviver, isto é, para continuar a fazer coisas que detestas. Vais gastar a maior parte do dinheiro em futilidades, para voltar a dar no duro e voltar a ganhar o dinheiro que precisas, para voltar a fazer o mesmo. E isto é estúpido…

Seja no que for, se trabalhares pelo prazer que tens no que fazes, pelo que dás de ti, pelo que consegues superar, terás sempre um brilho nos olhos, quer no sucesso que na adversidade.

Quando as coisas não correrem bem não irás parar enquanto não encontrares uma solução. Desistir nunca será opção…

Agora… O que é que tu desejas? O que é que estás a fazer Agora para conseguir aquilo que desejas? O que é que farias se o dinheiro não existisse? Se o dinheiro não fosse um problema? Como é que realmente gostarias de passar a tua vida?

Se tu realmente gostares do que fazes, não importa o que seja, eventualmente irás ganhar mestria e tornar-te excelente.

Estamos também a educar os nossos filhos para viver o mesmo tipo de vida que nós, o que não é justo, pois estamos a interferir nas escolhas deles como pessoas.

É mais importante divertirmo-nos pelo caminho do que chegar ao final em apoteose, com 66 anos, uma carcaça exterior enferrujada e sem força para usufruir dos ganhos… Mais do que ter um trabalho-emprego ou uma carreira, é importante ter um propósito que possa ser levado adiante.

Faz o que gostas, fá-lo bem e se as pessoas reconhecerem o teu trabalho, tu conseguiste! Quando te desapegas dos objectivos é nessa altura que as coisas vêm até ti. Deves ter metas, obviamente, mas não deves agarrar-te a elas.

Este mundo é uma orquestra e a vida é uma sinfonia. Fazemos todos parte dela.

As pessoas andam sempre à procura de ter as suas coisinhas, querem ter brinquedos. Todos querem ter a última engenhoca que saiu. Somos escravos de aparelhos e brinquedos. Todos querem um telemóvel que faça panquecas e pensam que isso os vai fazer felizes. Eu acho a tecnologia uma coisa fantástica mas ela não me pode controlar.

Quanto mais coisas tiveres, mais vais andar a olhar à volta para comparar e usar isso como medida de sucesso. Verás que há sempre alguém com mais e com isso vais andar constantemente insatisfeito. Irás encontrar sim a tua paixão na relação com as pessoas, na gratidão e no valor que lhes dás.

Rodeia-te de sonhadores, de fazedores, de pensadores e de crentes mas acima de tudo rodeia-te com aqueles que vêem grandeza em ti, mesmo quando tu próprio não a vês…

Agora apresento-te as razões pelas quais tu poderás nunca fazer alguma coisa surpreendente na tua vida!

Porque tu não falhaste o suficiente…

Porque tu estás confortável na tua mediocridade e porque tu nem sequer queres tentar.

Porque é mais fácil falar sobre aprender alguma matéria do que realmente aprendê-la.

Porque tu achas que tudo é sempre muito difícil ou complicado demais para ti e então dizes “deixo isto para depois”!

Porque te importas muito no que os outros pensam de ti…

Porque tens de te integrar… Tens de ser normal.

Porque tens medo de abraçar o teu verdadeiro EU, com medo de como o mundo o irá ver.

Porque tu te preocupas mais com as coisas que tu tens do que com as coisas que tu fizeste.

Porque tu pensas que és mais esperto(a) do que realmente és…

Porque tu fizeste o que todos os outros fizeram, tu estudaste o que eles estudaram e leste o que eles leram.

Porque tu aprendeste o que tinhas de aprender para passar os teus testes e achas que isso faz de ti uma pessoa inteligente.

Porque tu não lês…

Porque tu ou lês as coisas que és obrigado a ler ou não lês nada.

Porque tu achas que a História é chata e a Filosofia é estúpida.

Porque tu preferes estar sentado a assistir a “Casa dos Segredos”, em vez de explorar algo novo.

Porque te falta curiosidade

Porque tu não estás disposto a fazer uma pergunta simples: “Isto tem mesmo de ser assim?”.

Porque enquanto tu estás ocupado a jogar o Candy Crush no Face, eu estou a ler acerca das teorias da motivação e da física quântica.

Porque tu não fazes perguntas suficientes

Porque tu não questionas a autoridade. Porque tu não perguntas a ti mesmo.

Porque tu não entendes o poder das perguntas na tua vida. És incapaz de questionar a realidade.

Porque tu não tens noção da realidade

Porque mesmo se eu te dissesse que tudo poderia ser diferente amanhã, tu irias esperar até lá para começar a fazer alguma coisa sobre isso.

Porque tu achas que lá porque eu não te reconheci, isso significa que eu não te tenha visto.

Porque tu és como a avestruz, metes a cabeça na areia e não percebes que a única coisa que te impede de fazer algo realmente incrível és tu.

Não há um caminho descoberto nem uma fórmula mágica para se ter sucesso e por isso eu volto a perguntar:

O que é que estás a fazer pá?????

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