O que é que estás a fazer, pá?

Doing

O que é que estás a fazer neste preciso momento? Pergunto isto num sentido amplo e sem pretensão de ser coscuvilheiro.

Para além da possibilidade de estares a executar as rotinas comuns do dia-a-dia como a tomar um café, a almoçar ou a jantar, a fazer um intervalo daquilo que realmente estavas a fazer como fonte de rendimento. Tens um trabalho ou um emprego? Ou então melhor, és um desempregado ou um “destrabalhador”? Atenção que emprego é fonte de rendimento e trabalho é fonte de vida. Há pessoas que têm no trabalho um emprego que lhes traz um rendimento e há pessoas que têm um emprego que não lhes dá nada para além de um ordenado que em duas semanas se esfuma. Há ainda pessoas que não têm emprego (fonte de rendimento) mas têm trabalho. Executam tarefas que lhes dá prazer e é fonte de grande satisfação, como por exemplo voluntariado, ser dona de casa (para quem gosta), ser treinador (amador), etc…

Fazes algo que te apaixona?

Milhões de pessoas neste momento estão a fazer exactamente aquilo que as faz feliz. Seja como trabalho ou como lazer.

Bad workOutros milhões estão a fazer algo que as poderá deixar loucas, stressadas, ansiosas, com problemas de saúde. Estas não encontram no emprego que têm, o trabalho que lhes dá vida. Embora até possa ser uma excelente fonte de rendimento, aquilo que fazem não as diverte, não lhes traz satisfação, não as excita nem lhes dá um friozinho na barriga, não as faz levantar de manhã com vontade ou deitar muito tarde porque se esqueceram das horas. Trabalham para ter dinheiro para desperdiçar. Atenção que não estou a criticar o facto de que só fazem o que fazem pelo dinheiro. O dinheiro é energia e é preciso aprender a lidar com esta energia, assim como com outras.

Se trabalhares pelo dinheiro vais passar a vida a desperdiçar o teu tempo, a fazer coisas que detestas, para sobreviver, isto é para continuar a fazer coisas que detestas. E vais gastar a maior parte do dinheiro em futilidades, para voltar a dar no duro e voltar a ganhar o dinheiro que precisas, para voltar a fazer o mesmo. E isto é estúpido…

Se trabalhares pelo prazer que tens no que fazes, pelo que dás de ti, pelo que consegues superar, terás sempre um brilho nos olhos, quer no sucesso que na adversidade. Quando as coisas não correrem bem não irás parar enquanto não encontrares uma solução. Desisitir nunca será opção…

Agora… O que é que tu desejas? O que é que estás a fazer Agora no sentido de conseguir aquilo que desejas? O que é que farias se o dinheiro não existisse? Se o dinheiro não fosse um problema? Como é que realmente gostarias de passar a tua vida?

Se tu realmente gostares do que fazes, não importa o que seja, eventualmente irás ganhar mestria nisso se te comprometeres ao máximo, tornar-te excelente, e terás grandes possibilidades de ter sucesso, de “ganhar a vida” a fazê-lo… Por isso não vale a pena preocupares-te com o dinheiro porque se fores um mestre no que fazes haverá sempre alguém interessado nisso.

Estamos também a educar os nossos filhos para viver o mesmo tipo de vida que nós, o que não é justo, pois estamos a interferir nas escolhas deles. Nós somente devemos ensinar-lhes os valores essenciais, a ética e a moral, para eles saberem decidir quando crescerem… Estamos a fazer com que eles, na vida deles, achem a mesma satisfação que nós temos na nossa.

I love my jobO mais importante é divertirmo-nos pelo caminho do que chegar ao final em apoteose, com 66 anos, uma carcaça exterior enferrujada, sem força para usufruir dos ganhos…

Mais do que ter um trabalho-emprego ou uma carreira, é importante ter um propósito que possa ser levado avante, em formas diferentes ao mesmo tempo.

Viver melhor no presente, sem grandes ilusões que o futuro possa ser controlado. Viver fora da zona de conforto. Em crescimento constante… Adaptar-se mais facilmente para lidar melhor com as mudanças…

Não há um caminho descoberto nem uma fórmula mágica para se ter sucesso e por isso eu volto a perguntar:

O que é que estás a fazer pá?????

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3 thoughts on “O que é que estás a fazer, pá?”

  1. Adorei a abordagem.
    É curioso, e bem português, como num blogue as pessoas não interagem. Mas se fosse no famoso big brother em rede social – o Facebook – quantos comentários já por aqui não estariam.
    Pessoalmente encontro-me a ler a minha lista de blogues e penso ainda fazer um post. Esta é uma tarefa que normalmente deixo para os sábados. No que à profissão diz respeito, desejei-a desde sempre – professor – e muito dela gostei, até ao tempo da “Lurdinhas”. Assim que entraram em jogo diretores, cortaram a criatividade aos professores, … Sim, por vezes é um fardo. E quer a licenciatura quer a pós graduação/especialização são em ensino 😦

    1. Olá Paulo. A pergunta é para espicaçar! Há muita gente a reclamar por aí, sem me parecer ter direito, na minha opinião, pois não mexem uma palha para sair de algo que não gostam (o que implica mudanças difíceis) e lutar por algo que desejam. O artigo é partilhado no Facebook também, em vários grupos e páginas (https://www.facebook.com/serunico). Apesar disso é um tema complexo e muito reflexivo… E na minha opinião, a maior parte dos portugueses são mentalmente preguiçosos (talvez pela parca formação e através da programação social)! Obrigado pelo comentário e um grande abraço. 🙂

      1. Não tem que agradecer. Sim, concordo com o seu parecer, fruto de hábitos ao longo de anos e anos e do sistema educativo. Em suma, a educação nas suas diferentes vertentes.
        Abraço.

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