Você quer controlar sempre tudo?

ControlarOs relacionamentos que você mais tenta controlar são os que mais são prejudicados. Controlo é medo. Tentar controlar as pessoas que você ama revela antigas mágoas, antigas desilusões e antigas dores. O controlo não assegura um relacionamento. Pelo contrário, o controlo liquida a confiança, a intimidade, o romance, a espontaneidade e o crescimento. Não é possível controlar o amor incondicional. Você precisa abdicar do controlo e do medo para ganhar o amor.

Nos relacionamentos, geralmente o controlo causa conflitos de poder, desencantamento e rupturas tristes. Sempre que você tenta mudar alguém, você está a tentar controlar essa pessoa. Sempre que você tenta fazer escolhas por essa pessoa, você está a tentar controlá-la. O seu relacionamento não se baseia mais em amor e em respeito, mas em manipulação e dominação. Surge um conflito de poder, uma guerra, e ambos perdem – a menos que se abra mão do controlo.

Renunciar ao controlo é, de um modo geral, o primeiro passo rumo a uma maior criatividade, inspiração e cura. No entanto, requer coragem.

Normalmente, o controlo revela a tentativa de ‘fazer’ a vida por conta própria. Tem ranço de ego, de mentalidade estreita, de medo de mudança, até de medo do sucesso. O controlo em demasia pode bloquear a recepção, a parceria, a sinergia e o crescimento. Pode isolá-lo de uma ideia melhor, de novos caminhos, de ajuda extra e de mais abundância. Pode deixá-lo limitado aos seus próprios pensamentos mesquinhos, e com isso você perde de vista o todo.

Como é que você pode saber se está a controlar em demasia? É simples. A sua vida não estará a funcionar a seu favor. Onde o controle é excessivo, não há fluxo, não há abundância, não há alegria. O controlo é o calcanhar-de-aquiles que você arrasta enquanto abre caminho pela luta, conflito e dor.

Sempre que estiver exercendo um excesso de controlo, pergunte-se: ‘Neste caso, o que poderia funcionar melhor que o controlo? Afirme: ‘O Agora é quem toma conta aqui’.

Alcino Rodrigues

Baseado num texto de Robert Holden

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